20180220Marco Mes Luta logo Durante o mês de Março, a Fiequimetal e os sindicatos vão alargar a mobilização dos trabalhadores pelo aumento dos salários, por horários de trabalho humanizados, por melhores condições de trabalho, pelo combate efectivo à precariedade. Um desfile nacional vai ter lugar já no dia 1, quinta-feira, em Lisboa.
23.2.2018

 

Março vai ser mês de esclarecimento, acção e luta nas indústrias metalúrgicas, químicas, eléctricas, farmacêutica, celulose, papel, gráfica, imprensa, energia e minas.

As principais empresas da indústria em Portugal, no âmbito dos sindicatos da Fiequimetal, apresentam resultados líquidos bastante elevados. Só a Galp Energia e a EDP, nos primeiros nove meses de 2017, somaram qua­se dois mil milhões de euros (602 milhões da Galp e 1386 milhões da EDP).

No abstracto, um resultado líquido positivo até pode ser bom sinal. Mas no concreto isto é a demonstração de um grande desequilíbrio na distribuição social da riqueza criada pelo trabalho. Só uma parte muito pequena reverte para os trabalhadores, através dos salários, por cuja actualização é sempre necessário lutar. Uma grande fatia vai para a elite dos administradores e uma parcela muito maior é distribuída aos accionistas como dividendos.

As associações patronais, na generalidade, e as grandes empresas que as dominam mantêm bloqueada a negociação colectiva. Usam a caducidade dos contratos como chantagem e exigem um porco para darem um chouriço, ou seja, aceitam mexer nas tabelas salariais se os sindicatos aceitarem: horários de trabalho que desregulam a vida pessoal e familiar; limitação ou liquidação de direitos consagrados; aumento dos vínculos precários; degradação das condições de segurança e saúde no trabalho.

Para avançar na alteração desta situação laboral, com uma maior participação dos tra­balhadores, a Fiequimetal vai realizar durante o mês de Março um conjunto de iniciativas de esclarecimento, acção e luta. Importa valorizar o trabalho e os trabalhadores!

A acção reivindicativa é um eixo central nesta mobilização dos trabalhadores. A par das reivindicações em cada empresa e sector, exige-se que quem trabalha tenha maior bene­fício de uma fase em que a economia nacional exibe indicadores de crescimento. 
Exige-se aumento dos salários, horários de tra­balho humanizados e que respeitem a conciliação entre o trabalho e a vida pessoal e familiar, respeito pelos direitos, melhoria das condições de trabalho, combate efectivo à precariedade.

Acções já agendadas

Este «mês de esclarecimento, acção e luta» vai desenvolver-se com a iniciativa dos sindicatos e dos trabalhadores em muitas empresas, por todo o País, e com acções de dimensão mais abrangente.

No dia 1 de Março, em Lisboa, realiza-se um desfile nacional que vai levar as reivindicações a duas associações patronais e ao Governo:
- pelas 13h30, inicia-se uma concentração à porta da sede da Groquifar (Associação de Grossistas de Produtos Químicos e Farmacêuticos, na Av. António Augusto de Aguiar 118-1.º, junto ao Corte Inglés);
- o protesto seguirá, cerca das 14h30, para a sede da ANIMEE (Associação Na­cional das Empresas do Sector Eléctrico e Electrónico, na Av. Guerra Junquei­ro);
- esta acção terminará, cerca das 16h00, junto do Ministério do Trabalho.

Ainda no dia 1 de Março, realiza-se uma concentração junto da sede da EDP (aces­so pela Rua D. Luís I), às 17h00, momento em que a administração apresentará os resul­tados relativos ao ano de 2017. Vai ser colocada em evidência a falta de argumentos para a empresa se recusar a evoluir na negociação dos aumentos salariais para 2018.

Ao longo do mês, vai decorrer o Roteiro contra a Precariedade. Com esta série de ini­ciativas sobre o direito ao emprego, junto a empresas de variados sectores e distritos, procura-se alargar a informação e o esclarecimento dos trabalhadores, colocando em evi­dência os resultados da acção desenvolvida pelos sindicatos da Fiequimetal. Mais e mais trabalhadores têm de saber que os vínculos precários hoje existentes baseiam-se em con­tratos de trabalho a termo ou temporário que na sua maioria são ilegais. Os trabalhadores em funções permanentes devem ter vínculo efectivo.

Uma Semana da Igualdade vai ter lugar de 5 a 9 de Março. Contra a discriminação das trabalhadoras, por salário igual para trabalho igual ou de igual valor, para divulgação dos direitos reconhecidos e para exigir com mais força que eles sejam respeitados, vão ocorrer acções junto de empresas com maior número de mulheres. Vai ser distribuído um postal alusivo ao Dia Internacional da Mulher, 8 de Março, e vai apelar-se à participação em iniciativas que estão a ser preparadas pelas uniões de sindicatos de Lisboa, Porto e Setúbal.

Vai ser feito um amplo trabalho sindical de mobilização dos jovens dos diferentes secto­res e de um conjunto prioritário de empresas para a manifestação nacional da juventu­de trabalhadora, a 28 de Março (Dia Nacional da Juventude). Para permitir uma maior participação, a Fiequimetal vai emitir um pré-aviso de greve.

 

Lisboa, 23 de Fevereiro de 2017
A Direcção Nacional da Fiequimetal

Ver também e obter:
- Comunicado em pdf  - Cartaz  - Logotipo - Folheto desfile dia 1

 

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