egf-nao-privatizacaoAs organizações representativas dos trabalhadores da Empresa Geral do Fomento (sub-holding do Grupo Águas de Portugal) convocaram uma concentração para dia 23, quinta-feira, às 10 horas, do Largo do Rato para junto da presidência do Conselho de Ministros, contra a privatização da EGF, que domina o sector dos resíduos sólidos.
10.10.2014


Depois de um processo desenvolvido à pressa e imposto contra tudo e contra todos, o Governo continua a insistir na privatização da EGF, ou seja, continua a querer entregar onze empresas públicas de recolha e tratamento de resíduos sólidos à SUMA, um consórcio liderado pela Mota-Engil, aliada à espanhola Urbaser.
Naturalmente, para os interesses do capital este negócio representa mais uma oportunidade de obter lucro fácil e rápido. Só que, como afirmam o SITE CSRA, o SITE Sul, o STAL e o STML, este negócio é ruinoso para a economia nacional e para o País. Os sindicatos da CGTP-IN com associados nas onze empresas da EGF contestam a entrega deste sector estratégico a privados e avisam que tal opção poderá ainda pôr em causa os postos de trabalho e os direitos dos trabalhadores.

Com municípios da Valorsul
Os sindicatos convidaram todos os presidentes das 19 câmaras municipais abrangidas pelo sistema da Valorsul (municípios servidos pela Valorsul e que possuem parte do capital social da mais importante empresa da EGF) para um encontro, no próximo dia 15, às 10h30, no Museu de Cerâmica de Sacavém (Urbanização Real Forte), com vista a que em conjunto sejam definidas acções a desenvolver, em defesa deste serviço público.

 

Ver também:
egf-nao-privatizacao- Comunicado aos trabalhadores

- Nota à comunicação social, com contacto para declarações
- Resolução do Conselho de Ministros 55-B/2014 (seleccionada SUMA)

- Quanto vale o lixo?
O Governo aceitou 149,9 milhões como valor bastante para alienar a EGF.
Por ocasião do seu 20.º aniversário, a 16 de setembro, a Valorsul deu conta de alguns números que mostram como o que está em causa vale muito mais. Por exemplo: desde 1994, o sistema de gestão integrada da Valorsul produziu mais de quatro milhões (4 215 864) de megawatts de energia, o que representou uma receita de mais de 337 milhões de euros, dinheiro que foi «essencial para o equilíbrio do sistema e para a manutenção de uma tarifa de valorização de resíduos das mais baixas da Europa».
- Informação no sítio da Valorsul