03-IMG 5045Milhares de pessoas, com especial relevo para trabalhadores de empresas de tratamento e valorização de resíduos sólidos que fazem parte do Grupo EGF, manifestaram-se hoje em Lisboa contra a decisão de Governo de entregar este sector estratégico aos interesses privados.
6.6.2014


A manifestação foi promovida por sindicatos, autarquias e associações de utentes que, a 15 de Maio, apresentaram um manifesto contra a privatização da EGF (Empresa Geral do Fomento): o SITE CSRA, o SITE Sul, o STAL, o STML, a Associação de Municípios da Região de Setúbal, o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos. Aderiram posteriormente, entre outras entidades, as câmaras municipais de Alenquer, Lisboa e Loures.

Os manifestantes começaram por concentrar-se no Largo do Rato, de onde seguiram para as imediações da Assembleia da República.

Na Resolução desta manifestação exige-se que o Governo pare com a privatização do Grupo EGF, dado que este negócio é ruinoso para a economia, para os trabalhadores e populações e para o País; e que o sector dos resíduos continue na esfera pública, dado que é fundamental para o desenvolvimento do País, para a saúde pública e qualidade de vida das populações.

Ver também:
- Defendemos a EGF pública (apresentação do manifesto)

RESOLUÇÃO
Não à privatização dos resíduos (EGF)

A EGF é um Grupo rentável com lucros acumulados nos últimos três anos na ordem dos 62 milhões de euros, movimentando anualmente perto de 170 milhões de euros.
O Grupo possui um património avaliado em cerca de mil milhões de euros, tecnologia avançada e trabalhadores qualificados, só em 2012 investiu 45 milhões de euros.
O Governo PSD/CDS pretende privatizar este sector com o único objectivo de entregar à iniciativa privada importantes activos do Estado, que são fontes líquidas de receitas, e ameaça colocar as autarquias na dependência de multinacionais, um sector altamente rentável e fundamental para a vida e bem-estar das populações.

A privatização deste sector tem consequências desastrosas:

- Para o país e a economia nacional, que perderá o controlo de um sector estratégico;- Para os trabalhadores, porque os seus postos de trabalho e os direitos conquistados poderão estar em causa no futuro;- Para as populações, que poderão ter um serviço que lhes é prestado por uma empresa do sector privado que visa o máximo lucro, através do aumento no futuro dos montantes das taxas;- Para os municípios, cujo papel ficará significativamente reduzido, além da pressão que advirá no sentido da liquidação dos actuais sistemas.

Face ao exposto os participantes presentes na acção de luta do dia 6 de Junho de 2014 decidem:

1. Exigir que o Governo pare com o processo de privatização do Grupo EGF, dado que este negócio é ruinoso para a economia, para os trabalhadores e populações e para o país;2. Exigir que o sector dos resíduos continue na esfera pública, dado que é fundamental para o desenvolvimento do país, para a saúde pública e qualidade de vida das populações;3. Reafirmar a sua total disponibilidade para continuar a desenvolver todas as acções de luta contra a privatização do Grupo EGF;4. Apoiar e participar na manifestação convocada pela CGTP-IN para os dias 14 de Junho, no Porto e 21 de Junho, em Lisboa.

NÃO À PRIVATIZAÇÃO DA EGF!
A LUTA CONTINUA!

6 de Junho de 2014
A Comissão Promotora

 

Algumas fotos da manifestação