20161018Randstad25julCom os trabalhadores dos call-centers da EDP, contratados através da Randstad, em greve contra a precariedade e os seus efeitos graves na remuneração e na instabilidade, vai estar amanhã Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP-IN. Depois de se encontrarem no Cais do Sodré, às 10 horas, os trabalhadores vão concentrar-se frente à nova sede da EDP, na Av. 24 de Julho, e depois junto ao Parlamento.
18.10.2016

 

Os trabalhadores dos call-centers da EDP, organizados no SIESI, decidiram voltar a fazer greve contra a precariedade e a falsa «prestação de serviços», que só serve para pagar salários mais baixos e impor a instabilidade profissional, pessoal e familiar.

A empresa não actualiza salários desde 2012, excepto os casos em que isso resultou da actualização do salário mínimo nacional.

Os trabalhadores exigem um euro por dia (30 euros por mês), enquanto a Randstad respondeu com um euro por mês. Reclamam também a integração do pessoal dos call-centers nos quadros da EDP.

Pelos mesmos motivos, já se realizaram greves de 48 horas, a 25 e 26 de Julho (com uma concentração, no primeiro dia, em Lisboa, frente à sede da multinacional de trabalho temporário) e a 20 e 21 de Junho.

Esta luta diz respeito a cerca de 1500 trabalhadores, que são necessários todos os dias para o funcionamento dos serviços de apoio aos clientes da EDP, mas que, nalguns casos, encontram-se em regime de prestação de serviços há mais de 25 anos.

 

Ver também:
- Moção dirigida à EDP
- Moção dirigda à AR