20170202ANIMEE15dez2016Os sindicatos da Fiequimetal estão a iniciar uma ronda de plenários de trabalhadores nas principais empresas fabricantes de material eléctrico e electrónico, para exigir respostas do patronato à carta reivindicativa, de âmbito sectorial, e aos cadernos reivindicativos, aprovados e entregues às administrações.
3.2.2017



Nestes plenários vai estar em análise igualmente a participação dos trabalhadores de cada empresa na Quinzena de Acção e Luta, que a Fiequimetal vai promover entre 23 de Fevereiro e 10 de Março, em torno de objectivos que unem os trabalhadores dos vários sectores de actividade: o aumento dos salários; desbloquear a negociação colectiva; exigir o cumprimento dos direitos; exigir melhores condições de trabalho; reduzir o horário de trabalho para as 35 horas.

Impõe-se um aumento geral

Com a actualização do salário mínimo nacional, para 557 euros, impõe-se que haja um aumento geral dos restantes salários, salienta-se num comunicado da Fiequimetal, em distribuição nas empresas do sector de fabricação de material eléctrico.

Devido às baixas actualizações salariais verificadas no sector nos últimos anos, ficou mais reduzida a diferença entre o salário mínimo nacional e as remunerações nos outros níveis salariais imediatamente a seguir.

As multinacionais que dominam o sector acumulam cada vez mais lucros, como sucedeu em 2015 e 2016. Nestes dois anos, os lucros rondaram os 100 milhões de euros, contando a Visteon, a Solidal, a Preh, a Hanon, a Bosch Car Multimédia, a Siemens, a Legrand, a Tyco, a Kemet e a Delphi Automotive, mas a esta lista poderíamos acrescentar muitas outras empresas.

Entretanto, o poder de compra dos trabalhadores diminuiu ou ficou estagnado, ou seja, a riqueza criada pouco reverte para os salários.

Mesmo assim, as multinacionais vão receber mais um grande pacote de benefícios fiscais e fundos comunitários do programa Portugal 2020, apesar de se tratar, em geral, de empresas que não respeitam os mais elementares direitos dos trabalhadores, não cumprem as normas de Segurança e Saúde e são responsáveis por provocar doenças profissionais.

Ver também:
- Comunicado em distribuição aos trabalhadores das empresas do sector FMEE
- Convocada quinzena de luta de 23/2 a 10/3 (27.1.2017)
- Reivindicação na ANIMEE com garantia de luta (15.12.2016)