20161018Randstad25julNesta terça-feira de Carnaval, a grande adesão à greve nos call centers da EDP em Lisboa, por 24 horas, e em Seia, de tarde, levou a que vários serviços ficassem completamente parados e outros semi-operacionais. Com particular ênfase na defesa do direito ao feriado, esta jornada inseriu-se nos objectivos das lutas mais recentes, pela satisfação dos cadernos reivindicativos e pela inclusão dos trabalhadores nos quadros da EDP.
28.2.2017

 

No contact center de Seia, onde o trabalho é prestado através da Manpower, um dos serviços mais afectados foi a unidade do mercado regulado.

Em Lisboa (contratos através da Randstad), a decisão de fazer greve foi aprovada a 16 e 17 de Fevereiro, em seis plenários amplamente participados, nas instalações na Quinta do Lambert e no Parque das Nações, vencendo as manobras patronais para perturbar a sua realização e tentar desmobilizar os trabalhadores.

Nestes serviços, desenvolve-se há anos uma persiste luta dos trabalhadores, organizados nos sindicatos da Fiequimetal (SIESI e SITE Centro-Norte), contra a estratégia da sub-contratação, que a EDP usa para pagar menos.

Os trabalhadores questionam «Porquê? Porquê não somos EDP?», como têm gritado em acções de luta, uma vez que prestam actividade em instalações pertencentes à EDP, os equipamentos e instrumentos de trabalho são propriedade da EDP, o seu horário de trabalho é determinado pelas necessidades da EDP e realizam actividades de primeira linha, imprescindíveis para que a EDP cumpra as suas obrigações legais como distribuidor e comercializador de energia.

Na greve de hoje - lê-se no pré-aviso entregue pelo SIESI para Lisboa - foram apontados como objectivos:

- a negociação efectiva das reivindicações salariais, subsídio de refeição, carreiras, fim das discriminações e outras matérias do caderno reivindicativo apresentado à Randstad, entre elas o gozo dos feriados de Carnaval e municipal;
- o fim da instabilidade e da estratégia de recurso a empresas de prestação de serviços.

É de salientar que, neste regime de vinculação através de prestadores de serviços, há trabalhadores com mais de 25 anos de trabalho para a EDP.

Nos plenários de Lisboa foi decidido realizar nova greve de 24 horas no dia 28 de Março.

 

Ver também:
- Greve na Randstad vai à EDP e à AR (18.10.2016)
- Adesão quase total à greve no call center da EDP em Seia