20170303TescoOs trabalhadores da Tesco, em Ribeirão (Vila Nova de Famalicão) mesmo debaixo de uma intensa chuva, que não deu tréguas, concentraram-se à porta da empresa, determinados na defesa do caderno reivindicativo e no combate à precariedade de emprego.
3.3.2017



Após a greve do dia 24 de Fevereiro, a administração apressou-se a actualizar os salários, mas de forma discriminatória. Há trabalhadores que não tiveram qualquer aumento, os restantes foram abrangidos por diversos valores, desde uns irrisórios cinquenta cêntimos até cinquenta euros.

Esta decisão mereceu repúdio dos trabalhadores e veio aumentar a contestação e a adesão à greve. Isto já tinha sido visível no turno das zero horas, mas ganhou mais expressão no turno que se iniciou às oito horas. Certamente vai ter continuidade no turno da tarde - como referiu o coordenador do SITE Norte, Luís Pinto, presente no protesto.

O sindicato destaca o ambiente de grande solidariedade dos trabalhadores do quadro da empresa com os trabalhadores temporários, que têm demostrado grande coragem, ao ficarem à porta a dar mais força à luta de todos. Mais uma vez, cantou-se em coro «Grândola, Vila Morena», a canção de José Afonso que deu o sinal para o arranque dos capitães a 25 de Abril de 1974.

Na sua maioria jovens, trabalham aqui mulheres e homens que lutam pelo direito ao trabalho com dignidade.

De tarde, o secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, estará com os trabalhadores que se voltam a concentrar na entrada da fábrica, a partir das 15 horas.

Ver também:
- «Grândola Vila Morena» esta manhã (vídeo)
- Greve na Tesco por salários e contra precariedade (24.2.2017)