20170322EpalAdP-2Ontem, Dia Mundial da Água, trabalhadores da EPAL reuniram-se em plenário, junto à sede do grupo Águas de Portugal, para reivindicarem o aumento dos salários, a defesa da contratação colectiva, o direito a carreira e categorias profissionais, a garantia de serviços públicos de qualidade.
23.3.2017



Esta acção foi promovida pela Comissão Intersindical da EPAL, constituída pelo SITE CSRA, o SIESI, o STAL e o CESP, para reclamar resposta da administração às reivindicações e chamar a atenção para os argumentos que as fundamentam.
Numa resolução aprovada e entregue ao cuidado da administração da AdP, recorda-se que os trabalhadores das empresas deste grupo, em particular os da EPAL/LVT, ao longo dos últimos oito anos sofreram um ataque brutal aos seus rendimentos, por via dos cortes de salários, do aumento do custo de vida e do aumento da carga fiscal.
No Orçamento do Estado de 2017 ficou inscrito que a contratação colectiva voltará a ser plenamente aplicada, acabando-se com todos os roubos que estavam ainda a ser impostos. Mas os cortes continuam, apenas deixam de sobrepor-se à contratação colectiva.
É preciso evitar que os trabalhadores da EPAL que estão afastados da contratação colectiva continuem a ser vítimas desses roubos. Na resolução exige-se que o Governo e a administração tomem medidas imediatas no sentido de alargar o Acordo de Empresa a todos os trabalhadores da EPAL, incluindo aos trabalhadores da futura empresa Águas do Vale do Tejo, que não é mais do que uma extensão da EPAL.
Mas é necessário, igualmente, desenvolver a luta contra a continuação dos roubos - alerta-se na resolução. Não basta a promessa (que fica registada) de que os cortes vão acabar em 2018.
Se a EPAL, por exemplo, voltar a não pagar aos trabalhadores a distribuição de lucros, argumentando com o facto de não estar na contratação colectiva, a resposta só pode ser a luta!

Ver também:
- Resolução