20170407Parmalat-arquivoCom mais de seis milhões de euros de lucros acumulados em três anos, a Parmalat Portugal argumenta que não tem condições para aceitar um aumento salarial justo, o que levou os trabalhadores de Águas de Moura a marcarem uma série de greves, informou o SITE Sul.
7.4.2017



Os trabalhadores desta fábrica da Parmalat (antiga UCAL) estiveram reunidos em plenários, nos dias 30 e 31 de Março.

Analisada a contra-proposta da empresa, consideraram que tem num valor muito insuficiente, face às justas reivindicações apresentadas na proposta de revisão do acordo de empresa.

Nas reuniões de negociação já realizadas, a Parmalat não alterou as suas propostas iniciais. No plenário foram lembrados os resultados oficiais dos anos de 2013, 2014 e 2015, que representam mais de seis milhões de euros de lucros.

A esta posição da empresa, os trabalhadores responderam com a decisão de fazer greve por quatro horas, no início de cada turno, desde as 21 horas do dia 23 até às 21 horas do dia 27 de Abril.

A luta tem por objectivos, como o SITE Sul refere numa nota de imprensa, reivindicar aumentos salariais justos, a actualização do subsídio de refeição para o máximo legal, mais um dia de férias, a passagem do prémio de assiduidade para o salário e a negociação das demais matérias inscritas nas reivindicações que foram apresentadas à empresa.

Ver também:
- Nota de imprensa do SITE Sul