20170424PetrogalMais de uma centena de trabalhadores da Petrogal, na sua maioria vindos das refinarias de Sines e do Porto, manifestaram-se ontem, na sede da empresa, no Ministério do Trabalho e na sede da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF). Em defesa dos direitos atacados pela administração, ficou expressa a determinação de intensificar a luta.
25.4.2017


A concentração inicial teve lugar frente à sede da Petrogal e do Grupo Galp Energia, nas Torres de Lisboa, cerca das 10h30. Aqui interveio o coordenador da Fiequimetal, Rogério Silva. A deputada Paula Santos expressou a solidariedade do PCP para com esta luta.

Na moção aprovada e deixada ao cuidado da administração, regista-se que, três anos depois da denúncia patronal do acordo autónomo, foram desmentidas as dificuldades económicas invocadas pela Administração. Nos últimos três anos os lucros do grupo ultrapassaram 1,5 mil milhões de euros.
Os trabalhadores reclamam a continuação do processo de discussão, com vista a promover uma solução negociada que possibilite a normalização da contratação colectiva na Petrogal.

Intensificar a luta

Para dar mais força a este objectivo, vai-se intensificar a luta nos locais de trabalho, com vista a concretizar o pleno exercício do direito de negociação colectiva, exigir a reposição dos direitos e das retribuições que não estão a ser pagas, bem como defender os direitos laborais e sociais que são alvo do ataque da administração.

Recorde-se que, de acordo com as decisões tomadas em plenários no início deste mês, vai realizar-se uma greve, de 6 a 10 de Maio, e durante este período decorrerá uma acção de protesto junto do Ministério do Trabalho, pelo direito de greve e em defesa da contratação colectiva.

Foi à frente do Ministério do Trabalho que ontem se realizou uma segunda concentração, com o propósido de exigir que o Governo respeite, promova e faça cumprir na Petrogal os direitos legais e constitucionais de negociação e de contratação colectiva, e que garanta o pleno exercício do direito de greve, abstendo-se de emitir despachos anti-greve, e, também, que garanta o cumprimento de todos os direitos dos trabalhadores.  

Na moção aprovada na Praça de Londres e entregue no Ministério, reafirma-se a decisão de intensificar a luta nos locais de trabalho.

Em manifestação, os trabalhadores deslocaram-se para a sede da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), na Avenida da República, onde deixaram uma moção, a exigir da ASF que recuse as alterações requeridas pela administração da Petrogal e que a obrigue a cumprir o contrato constitutivo do Fundo de Pensões Petrogal, bem como a repor o pagamento dos complementos de pensões com os valores que são devidos aos trabalhadores.

De novo aqui se reafirmou a decisão de intensificar a luta nos locais de trabalho.

Esta jornada fez parte das acções marcadas pela Comissão Sindical Negociadora, envolvendo o SITE Norte, o SITE CSRA e o SITE Sul, e teve o apoio da Comissão Central de Trabalhadores da Petrogal.

Ver também:
- Trabalhadores da Petrogal exigem respeito pela contratação colectiva (abrilabril, 24.4.2017)
- Trabalhadores da Petrogal acusam administração de não respeitar acordo de empresa (SIC Notícias, 24.4.2017)
- Trabalhadores da Petrogal protestam em Lisboa (JN/Lusa, 24.4.2017)
- Trabalhadores da Petrogal protestam em defesa dos seus direitos (CM/Lusa, 24.4.2017)

Algumas fotos desta jornada de luta