20151214PetrogalGreveCom um nível de adesão superior a 80 por cento, iniciou-se hoje uma greve dos trabalhadores da Petrogal (Grupo Galp Energia) que se prolongará até dia 10 de Maio, quarta-feira. Acções com impacto público estão marcadas para segunda-feira.
6.5.2017



A greve começou às 6h00, na refinaria do Porto, e às 8h00, na refinaria de Sines. No Porto (em Leça da Palmeira, Matosinhos) a adesão dos trabalhadores foi superior a 80 por cento, neste primeiro turno, e a produção da empresa ficou reduzida ao mínimo. Em Sines, duas das três fábricas estão com a produção nos mínimos.

Os trabalhadores estão em luta pelos seguintes objectivos:

- Parar a ofensiva da Administração contra a contratação colectiva e os direitos sociais;
- Melhorar os salários e a distribuição da riqueza produzida pelos trabalhadores;
- Defender os regimes de reformas, de saúde e outros benefícios sociais, alcançados com muita luta, ao longo de muitos anos de trabalho e de riqueza produzida;
- Defender os direitos específicos dos trabalhadores de turnos e travar a intenção da Administração de desregulação e aumento dos horários, incluindo por via do famigerado «banco de horas», para tentar pôr os trabalhadores a trabalhar mais por menos salário.


Nas ruas

Na segunda-feira, dia 8, pelas 8h00, o piquete de greve e dirigentes do SITE Norte e da Fiequimetal vão realizar uma iniciativa pública, na entrada principal da refinaria do Porto. Será feito o balanço do início da greve e serão delineadas as perspectivas para os dias seguintes.
Em, Lisboa, frente ao Ministério do Trabalho (Praça de Londres), inicia-se na segunda-feira, às 9h00, uma acção de protesto, que decorre até às 17h00. Esta vigília de dirigentes sindicais e outros representantes dos trabalhadores da Petrogal repete-se nos dias 9 e 10, enquanto decorre a greve.
Do Governo exige-se que respeite, promova e faça cumprir na Petrogal os direitos legais e constitucionais de negociação e de contratação colectiva, e que garanta o pleno exercício do direito de greve, abstendo-se de emitir despachos anti-greve. Deve ainda garantir o cumprimento de todos os direitos dos trabalhadores.

Ver também:
- Direitos na Petrogal defendidos em Lisboa (25.4.2017)
- Marcadas acções de luta na Petrogal (13.4.2017)