20170614Greve-ValorsulComeçaram em força, às zero horas, as greves dos trabalhadores da Valorsul e da Amarsul, pelo aumento dos salários, para que sejam respeitados os direitos inscritos nos acordos de empresa e para enfrentar os efeitos da privatização da EGF, que entregou ao Grupo Mota-Engil o sector do tratamento e valorização de resíduos sólidos.
14.6.2017


A adesão à greve na Amarsul, neste primeiro turno, foi de 95 por cento. Nas instalações não entrou qualquer veículo de recolha de resíduos das câmaras e está interrompido o depósito em aterro.

Na Valorsul a greve iniciou-se com elevada adesão e a incineradora está parada. À meia-noite, os portões foram fechados e deixaram de entrar carros de lixo dos municípios.

Na Central de Tratamento, em São João da Talha, onde está a sede da Valorsul, algumas breves intervenções marcaram o momento do fecho dos portões, apoiando os motivos desta luta e expressando solidariedade aos trabalhadores: Mário Matos, do Secretariado da Direcção Nacional, da Fiequimetal; Libério Domingues, da Comissão Executiva da CGTP-IN e coordenador da União dos Sindicatos de Lisboa; Bernardino Soares, presidente da Câmara Municipal de Loures; e José Alberto Quintino, presidente da CM de Sobral do Monte Agraço.
Entre outros, ali estiveram também Delfino Serras, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa, e Ana Mesquita, deputada do PCP.

No Ecoparque de Palmela, onde se localiza a sede da Amarsul, com os trabalhadores em greve estiveram, no início da greve, o Secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, o coordenador da União dos Sindicatos de Setúbal, Luís Leitão (membro da Comissão Executiva da CGTP-IN), o coordenador do SITE Sul, Eduardo Florindo, e outros dirigentes sindicais, e ainda Rui Garcia, presidente da CM da Moita e da Associação de Municípios da Região de Setúbal, e Bruno Dias, deputado do PCP.

Com a greve de hoje e sexta-feira, os trabalhadores da Valorsul e o SITE CSRA dão força à exigência de publicação integral do Acordo de Empresa, uma vez que a administração pretende romper esta prática de anos anteriores.
Exige-se igualmente que a administração cumpra o AE que está em vigor, dado que nos últimos tempos tem vindo a pôr em causa alguns direitos dos trabalhadores nele consagrados.

Na Amarsul, depois do brutal ataque aos rendimentos dos trabalhadores, ao longo dos últimos sete anos, o accionista maioritário (EGF, entregue à Mota-Engil) insiste em não aumentar salários e não respeitar alguns direitos consagrados na contratação colectiva. Mas, impondo os seus 51 por cento aos 49 por cento dos municípios, fez distribuir lucros no valor de mais de 6,8 milhões de euros. Também aqui volta a haver uma greve de 24 horas no dia 16.

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Ver também:
- Resolução do plenário que aprovou a greve na Amarsul
- Comunicado à população da Península de Setúbal
- Comunicado aos trabalhadores da Amarsul