20170707REN-arquivoA administração do Grupo REN só poderá alterar as comparticipações para o seguro de saúde do sistema «Flex» após negociação com os sindicatos, legítimos representantes dos trabalhadores abrangidos, previne a Fiequimetal, num comunicado sobre recentes manobras patronais neste campo.
7.7.2017


O «Flex» é um plano apenas acessível aos trabalhadores que não estão contemplados por disposições transitórias decorrentes do Acordo Colectivo de Trabalho (ACT 2000). Tem tido uma grande utilização, em especial na componente da saúde, e muitos trabalhadores até optaram por modalidades superiores ao plano-base.

A pretexto de um aumento substancial da sinistralidade, que teria saltado de 39% para 158%, passou a ser exigida uma franquia ou, em alguns actos médicos onde esta já vigorava, o seu valor foi aumentado. Esta taxa é cobrada na primeira utilização (por utente) de itens como consultas de especialidade, exames, ambulatório, estomatologia e outros.

Mas os dados da sinistralidade indicados pela companhia de seguros carecem de confirmação,

No caso de agregados familiares de maior dimensão, o pagamento desta taxa de primeira consulta seria um claro impedimento ao acesso a cuidados de saúde.

A Fiequimetal exige à administração que demonstre cabalmente o referido aumento da sinistralidade, que caracterize se é laboral ou um simples aumento de utilização, fora deste domínio.

Em nome dos trabalhadores associados dos sindicatos da Fiequimetal, a federação expressa total descontentamento com estas alterações e afirma que qualquer alteração ao que está estabelecido deve ser objecto de negociação com os sindicatos, como legítimos representantes dos trabalhadores.

Ver também:
- Comunicado aos trabalhadores do Grupo REN