20170717Hanon-arquivoA Hanon Systems foi condenada a reintegrar duas trabalhadoras ilicitamente despedidas na fábrica de Palmela. Por acordo entre as partes, foi também conseguida a integração de outra trabalhadora. Pela acção dos sindicatos da Fiequimetal, a apoiar a resistência das trabalhadoras, estas vitórias são exemplos a seguir.
18.7.2017

 

Na sentença desta acção, que correu no Tribunal do Trabalho do Barreiro, ficou provado que as duas trabalhadoras estavam a ocupar postos de trabalho permanentes, a desempenhar funções absolutamente necessárias ao funcionamento normal e regular da empresa e a responder directamente há vários anos às orientações dadas pelas hierarquias da fábrica de Palmela, informou ontem o SIESI, salientando que, mais uma vez, ficou demonstrada a eficácia da luta dos trabalhadores quando, organizados no seu sindicato, confrontam o poder patronal e combatem a precariedade laboral.

Saudando mais esta vitória dos trabalhadores, o SIESI destaca o facto de as duas trabalhadoras terem recorrido ao seu sindicato, que lhes prestou apoio e solidariedade com vista à reposição da legalidade.

Este exemplo pode servir para muitos outros trabalhadores com vínculos precários e é ainda mais valorizado pelo facto de as trabalhadoras terem resistido à troca do seu posto de trabalho por uma indemnização.

No caso que foi resolvido por acordo entre partes, a trabalhadora teve o apoio do SITE Sul.

A multinacional Hanon Systems, designada Halla Climate Control até 2013, quando se juntou à Visteon, é o segundo maior grupo mundial na área da climatização para a indústria automóvel. Encerrada a unidade em Algeruz, permanece a fábrica em Palmela.

 

Ver também:
- Notícia no sítio do SIESI