20151214PetrogalGreveNos dois primeiros turnos, nas refinarias do Porto e de Sines, a adesão dos trabalhadores da Petrogal à greve hoje iniciada foi muito elevada, atingindo 100 por cento nas áreas determinantes. Neste primeiro dia de greve, a Fiequimetal informa que já deu entrada uma providência cautelar contra o despacho anti-greve emitido pelo Governo.
26.7.2017

 

Na refinaria do Porto (Leça da Palmeira, Matosinhos), onde a greve começou às seis horas, a adesão de cem por cento fez com que, desde os primeiros momentos da paralisação, começasse o processo de baixar cargas (diminuir caudais) na produção.

Em Sines, a adesão está a ser de cem por cento na Fábrica III, principal unidade produtiva, e de 50 por cento nas fábricas I e II. Os serviços de manutenção, a cargo de um consórcio de empreiteiros, não estão a ser realizados.

O Ministério do Trabalho continua a não fazer o que lhe compete para promover a negociação e a contratação colectiva na empresa.

Mais uma vez, o Governo voltou a colocar-se do lado patronal, pela mão dos secretários de Estado da Energia e do Emprego, que emitiram um despacho sobre «serviços mínimos» que satisfaz os interesses da empresa.

Deu entrada em tribunal uma providência cautelar contra este despacho, porque se entende que aqueles governantes não possuem competências para fixar serviços de manutenção e segurança nas empresas, quando ocorrem greves.

Por outro lado, os «serviços mínimos» que se pretende impor aos trabalhadores em greve são excessivos e condicionam, afinal, o próprio exercício do direito de greve.

Este caso foi colocado na Assembleia da República, em perguntas de deputados do PCP aos ministros do Trabalho e da Economia.

 

Amanhã

A greve prossegue até às 24 horas de domingo, dia 30, em Sines, e às 6 horas de segunda-feira, dia 31, no Porto.
Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP-IN, estará amanhã, às 13h30, com os trabalhadores em greve na refinaria do Porto. Em Sines, também amanhã, vai estar Manuel Bravo, do Secretariado da Direcção Nacional da Fiequimetal.

 

Ver também:
- Despacho 23/2017 dos secretários de Estado do Emprego e da Energia
- Perguntas do grupo parlamentar do PCP aos ministros do Trabalho e da Economia
- Sobre os motivos da greve