Com uma greve parcial, de duas horas de manhã e duas horas de tarde, os trabalhadores da Efacec afirmaram mais uma vez, no dia 27, que o regime da «reestruturação» não justifica as pressões para despedimentos nem as alterações de funções e de local de trabalho à margem das leis e da contratação colectiva.
31.10.2017


Durante a greve, os trabalhadores, organizados no SITE Norte, concentraram-se no exterior das instalações, nos concelhos de Matosinhos e Maia.

De manhã, a concentração realizada à porta da empresa na Arroteia (S. Mamede de Infesta. Matosinhos), tornou-se num verdadeiro plenário público, onde delegados e dirigentes sindicais e outros trabalhadores falaram sobre os motivos da luta.

Ali estiveram, a apoiar a greve, o coordenador da Fiequimetal, Rogério Silva, o coordenador da União dos Sindicatos do Porto, Tiago Oliveira, e o secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos.

Na jornada, convocada contra os despedimentos, contra alterações de funções, pela defesa dos direitos dos trabalhadores e pela defesa da contratação colectiva, foi especialmente criticado o facto de a administração se servir do estatuto de «empresa em recuperação» para tentar que os trabalhadores aceitem rescisões por «mútuo acordo», instruindo as hierarquias para criarem listas de trabalhadores supostamente excedentários.

Neste ambiente de pressão desenrola-se um forte ataque a direitos consignados, que tem como principal consequência a desvalorização da mão-de-obra, com imposição de medidas de desregulação dos horários de trabalho e de alargamento das funções muito para lá dos perfis profissionais estabelecidos. Tais mexidas nas funções acabam por criar instabilidade na definição do local de trabalho.

Estes problemas foram também comunicados à Autoridade para as Condições do Trabalho, reclamando a sua intervenção na Efacec. Nesta comunicação, o SITE Norte sublinhou os graves riscos que decorrem das alterações de funções, do ponto de vista da sinistralidade laboral.

Algumas fotos da concentração na Arroteia