20171006 Somincor greveCom muito forte adesão dos trabalhadores, a greve que começou às 6 horas de ontem na Somincor mantém paralisadas desde então a extracção e as lavarias. «Apesar de todas as tentativas da empresa para procurar inviabilizar a acção do piquete de greve, com cercas e portões, guardas e polícia de intervenção, os trabalhadores não desarmam». afirma o STIM num comunicado que divulgou hoje. No dia 10 a luta tem uma etapa em Lisboa, no Ministério do Trabalho.
7.11.2017


O apelo «Todos a Lisboa!» é feito no comunicado que o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira ontem distribuiu na Sociedade Mineira de Neves-Corvo (Grupo Lundin-Mining), lembrando que compete ao Ministério do Trabalho intervir para a prevenção e resolução de conflitos. Mas «até ao momento o Ministério nada fez nesse sentido».

Também quanto à antecipação da idade da reforma, uma das reivindicações que estão na origem das greves decididas a 17 de Setembro, o Ministério mantém a posição do governo anterior, ou seja, a interpretação ilegítima da lei.

O STIM exige que o actual Ministério do Trabalho intervenha para a resolução do conflito, porque é essa a sua obrigação e porque não tem o direito de dar continuidade ao roubo nas reformas.

A concentração de sexta-feira na Praça de Londres está marcada para as 11 horas.


Pontes em vez de vedações

A administração da Somincor, em vez de procurar a resolução do conflito, criando pontes de diálogo com o STIM, decidiu mandar espalhar vedações e portões em diversos locais da empresa, procurando criar dificuldades ao exercício da actividade do piquete de greve, revelou o sindicato, que considera tratar-se de uma atitude de prepotência.

No comunicado de ontem, o STIM declara que os trabalhadores «não se deixam intimidar com as atitudes dos “coveiros da empresa”» e «a luta vai continuar, porque as nossas reivindicações são justas».

O sindicato voltou a indicar os principais motivos da luta:
 - Pelo fim do actual horário no fundo da mina;
 - Pela humanização dos horários de trabalho;
 - Pelo estabelecimento de protocolo, entre a empresa e a Segurança Social, que permita a antecipação da idade de reforma dos trabalhadores adstritos às lavarias, pastefill, backfill e central de betão;
 - Pela progressão nas carreiras e o fim das discriminações e pela reposição dos direitos dos trabalhadores que resistiram à laboração contínua;
 - Pela revogação das alterações unilaterais na política de prémios;
 - Pelo fim da pressão e repressão sobre os trabalhadores.

Greve em Aljustrel

Numa luta convergente que abarca as minas alentejanas, o STIM anunciou que os trabalhadores das Minas de Aljustrel decidiram marcar greve, das 6 horas do dia 22 de Novembro às 8h30 do dia 26.

Os objectivos da greve são indicados nos pré-avisos apresentados à Almina, à Empresa de Perfuração e Desenvolvimento Mineiro e à Urmáquinas:
 - A melhoria dos salários e demais matérias de expressão pecuniária;
 - Melhoria das condições de Saúde e Segurança no Trabalho;
 - Pela Humanização dos horários de trabalho na lavaria;
 - Pela normalização das relações de trabalho na empresa, contra a repressão sobre os trabalhadores;
 - Pelo direito à negociação e pelo reconhecimento do sindicato representativo dos trabalhadores.

Ver também:
- Comunicado de dia 6, «Pontes em vez de vedações!»
- Comunicado de dia 7, «Produção zero»
- Greve na Somincor de 6 a 11 de Novembro (24.10.2017)
- Greve deu mais força à luta na Somincor (10.10.2017)
- Aljustrel pré-aviso Almina
- Aljustrel pré-aviso EPDM
- Aljustrel pré-aviso Urmáquinas