20171123CelCat plenarioOs factos mais recentes na CelCat vêm comprovar que é justa a exigência de aumento dos salários, melhores horários de trabalho e melhores direitos no que toca a férias, trabalho suplementar, subsídio de alimentação e anuidades. No dia 23, em plenário, foi aprovado continuar a luta, que já implicou a realização de sete greves desde 28 de Abril.
25.11.2017


Depois de terem feito greves parciais durante três dias em cada um dos últimos sete meses (excepto Julho), os trabalhadores da CelCat decidiram na quinta-feira, dia 23, num plenário realizado à porta da empresa, em Morelena (concelho de Sintra) prosseguir a luta.

Na resolução aprovada e entregue à entidade patronal, refere-se o facto de haver investimentos na fábrica, para aumentar a produção, como uma demonstração de que existem condições objectivas para responder às reivindicações.

Os trabalhadores e o seu sindicato defendem que o aumento da produção não pode ser feito sem o aumento dos salários, nem mantendo os horários ilegais do primeiro turno.

No plenário interveio o secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, que expressou solidariedade e enalteceu a persistência dos trabalhadores. No local estiveram igualmente outros dirigentes da central, bem como da Fiequimetal, da União dos Sindicatos de Lisboa e do SIESI.

Razões e responsabilidades

Ao anunciar a realização deste plenário, o SIESI recordou que os trabalhadores da CelCat batem-se:

- por aumentos salariais,
- contra um regime de trabalho de seis dias com laboração sete horas consecutivas sem período de descanso (refeição), que foi imposto ao primeiro turno,
- pela revisão de cláusulas do Acordo de Empresa referentes a férias, pagamento do trabalho complementar, subsídios de alimentação e anuidades.

A direcção da filial portuguesa da multinacional norte-americana foi acusada pelo sindicato de manter uma atitude intransigente na negociação, o que tem agravado o conflito laboral.

O SIESI ao longo deste processo sempre manifestou a sua disponibilidade para a resolução do conflito, o que faz da direção da CelCat é única responsável pelas consequências para a empresa e os seus trabalhadores.

Ver também:
- «Livro Negro da CelCat», boletim editado pelo SIESI
- Comunicado do SIESI a convocar a sétima greve
- CelCat: uma luta persistente de quem trabalha (Abril Abril, 24.11.2017)
- Sétima greve na CelCat com adesão acima dos 90% (Abril Abril 17.11.2017)
- Trabalhadores da CelCat em greve pela 6.ª vez este ano (SIC, 25.10.2017)

Algumas fotos do plenário de dia 23