20180308FimaUnileverJMDepois de ter visto a unidade e a força dos trabalhadores, no dia 21 de Fevereiro, em defesa do direito de informação e de reunião no local de trabalho, a direcção da Fima-Olá disse que iria marcar uma reunião com o SITE CSRA nos 15 dias seguintes. Está na hora de provar que quer diálogo e negociação.
8.3.2018

 

Perante a recusa de sala para se realizar um plenário no complexo fabril de Santa Iria da Azóia, os trabalhadores responderam ao apelo do sindicato e reuniram-se no exterior, junto à portaria, no dia 21 de Fevereiro, por três períodos de hora e meia.

Foi clara a condenação do comportamento da direcção da Fima-Olá e da administração da Unilever Jerónimo Martins.

É inaceitável que os responsáveis patronais não cumpram a obrigação de informar os trabalhadores sobre o momento que se vive na empresa!
É inadmissível que não cumpram a obrigação de solicitar parecer da Comissão Sindical!
E tudo isto é também ilegal!

Logo que seja marcada e realizada a prometida reunião com a Comissão Sindical e a direcção do SITE CSRA, convocaremos plenários para analisar com os trabalhadores a informação que nos for prestada.

Conseguimos ter com com a gestão na reunião no Ministério do Trabalho, a 24 de Janeiro. Mas o que lá se passou justifica fortes reservas quanto ao que se pode esperar agora. Naquela reunião, em vez de reconhecerem o incumprimento e arrepiarem caminho, os representantes patronais insistiram em negar ao sindicato e aos trabalhadores os direitos que a lei lhes dá.

Esperamos que, com estas duas semanas de reflexão, surjam propostas que permitam concretizar o diálogo e a negociação que os trabalhadores desejam.

 

Matérias importantes

O que está em causa é demasiado importante e os trabalhadores têm de ser informados e ouvidos.
É preciso tomar posição, em colectivo, sobre a insuficiente actualização salarial que a Fima-Olá comunicou através de notas informativas.
É preciso reagir às decisões da direcção sobre retribuição do trabalho suplementar e laboração contínua.

Os trabalhadores e o seu sindicato querem tratar em plenários, dentro da empresa, outras importantes questões, tais como:

-  as perdas salariais de mais de 12 por cento, acumuladas nos últimos 10 anos sem aumentos;
- a passagem a efectivos de todos os trabalhadores com vínculos laborais precários, que estão a preencher postos de trabalho permanentes;
- o fim das discriminações e assimetrias salariais e a correcção de categorias profissionais;
- o pagamento do trabalho suplementar com os valores e critérios que vigoravam desde há 40 anos;
- a eliminação, finalmente, do regime de progressão salarial a 5 anos;
- novas propostas para o regime de trabalho nocturno, por turnos e de laboração contínua;
- definição da proposta reivindicativa para 2018, a aprovar pelos trabalhadores;
- e, por fim, mas não de menor importância, tudo o que se prende com a venda do negócio das margarinas e as alterações que isso vai implicar no complexo industrial e nos trabalhadores.

 

Negociação ou conflito?

A posição dos trabalhadores terá de ser definida nos próximos dias. Ou a negociação se concretiza ou vai ser necessário mostrar de novo a força da unidade dos trabalhadores.
A opção depende da direcção da Fima-Olá e da administração da Unilever Jerónimo Martins.

 

Ver também:
- Preocupação na Fima-Olá com venda das margarinas (8.1.2018)