20180705EDP arquivoNa reunião de dia 3, a Comissão Negociadora Sindical liderada pela Fiequimetal exigiu aos representantes da administração do Grupo EDP que o co-pagamento para a Mútua de saúde deve ser imediatamente suspenso. A EDP já cobrou quatro anos mas os problemas permanecem e agravam-se.
5.7.2018



A posição sobre o Anexo VIII (Sistema Complementar de Saúde) do Acordo Colectivo de Trabalho foi expressa num comunicado emitido ontem e que está em distribuição nos locais de trabalho das empresas do Grupo EDP.

A CNS/Fiequimetal defendeu que no sistema complementar de saúde dos trabalhadores há melhorias e clarificações que têm obrigatoriamente de ser efectuadas.

Na negociação do ACT 2014, que veio a culminar com acordo, a federação manteve sempre disponibilidade para aceitar uma contribuição num valor superior, na condição de ser posto termo à degradação da prestação de serviços e ao tratamento discriminatório a nível nacional, por falta de especialistas e de outros serviços na maior parte dos distritos. Esta situação, como lembrou a CNS/Fiequimetal, resultou de um abandono da procura de novos convencionados e até de desincentivo aos que restam.

Com o compromisso de que esta situação era para alterar e inverter, foi possível estabelecer a mútua e um co-pagamento por parte dos trabalhadores.

Como garantia complementar, foi criada uma Comissão de Acompanhamento, que deveria ser parte activa no processo e contribuir para agilizar as acções e os meios, tornando-os mais eficazes, acessíveis e práticos. Mas o funcionamento dessa comissão acabou por ser muito circunscrito, pela empresa, a mero expediente de circunstância.

Assim, ao fim de quase quatro anos, lamentavelmente, o prestador de serviços (como a própria empresa designa a Sãvida), parece ter invertido os papéis: é ela que determina o que presta (e presta mal), como e com quem... e depois ainda recebe. Esta situação é consentida e as empresas conformamc-se com ela, o que pode resultar de daí retirarem vantagens.

Mais grave ainda é a EDP estar a propor um seguro de saúde aos consumidores, oferecendo serviços que diz não existirem para reforçar o Sistema Complementar de Saúde. Afinal, há condições, basta querer.

Mais um mês...

A administração disse que o texto apresentado pela CNS/Fiequimetal iria ser analisado e que sobre ele se pronunciaria na próxima reunião, que ficou marcada para 8 de Agosto.

Ver também:
- Comunicado da Fiequimetal aos trabalhadores do Grupo EDP