20191112SectorEnergia arquivoRealizou-se ao final da manhã de hoje a reunião da Fiequimetal com o secretário de Estado Adjunto e da Energia, a propósito da situação no sector energético e, em particular, quanto ao encerramento anunciado das duas centrais a carvão (Pego e Sines) e quanto à intenção da EDP de vender as licenças de exploração de centrais hidroeléctricas.
15.11.2019


A delegação da Fiequimetal, reafirmando as posições de princípio que já tornara públicas, deixou bem claro o que considera quanto a algumas questões concretas.

A Fiequimetal colocou como exigência a recalendarização do anunciado encerramento das centrais termoeléctricas do Pego e de Sines, por forma a encontrar soluções alternativas para as actuais unidades produtivas, salvaguardando os postos de trabalho e a capacidade produtiva nacional. A Fiequimetal assinala que existem alternativas, como as tecnologias solares ou a biomassa, entre outras, mas a sua concretização requere que haja uma estratégia assente num mix energético, com diversificação das fontes de energia.

A Fiequimetal exigiu ao Governo que tome uma posição firme, recusando a autorização do Estado para alienação de licenças de exploração de centrais hidroeléctricas, a começar por aquelas que a EDP tenciona vender. Esta venda, a verificar-se, representaria um risco de transferência do centro de decisão, de Portugal para o exterior, e simultaneamente uma perda de soberania energética.

A Fiequimetal insiste que Portugal necessita de um plano energético nacional, que tenha como elemento central uma participação dominante do Estado na definição e execução da política nacional neste sector de importância estratégica para o País.

 

Ver também
- Reunião com o Governo sobre sector energético (14.11.2019)