20191101centralSines arquivoSem salvaguardar o emprego e os direitos não há desenvolvimento, salienta o SIESI, que exige o urgente reagendamento de uma reunião sobre as centrais termoeléctricas no Pego e em Sines, marcada para a passada sexta-feira, mas que foi cancelada à última hora.
1.9.2020


O sindicato lembra que tem mantido uma intervenção regular junto das empresas e do Governo, designadamente da tutela da energia (ministro e secretário de Estado), no sentido de acompanhar a evolução do processo de encerramento das centrais termoeléctricas no Pego e em Sines, exigindo a defesa do emprego e dos direitos dos trabalhadores.

Uma vez que a administração da EDP anunciou o fecho da Central de Sines para uma data substancialmente anterior ao previsto e o Governo deu acordo a esta antecipação, o SIESI solicitou uma reunião urgente com as várias entidades envolvidas.

O sindicato foi convocado pelo secretário de Estado Adjunto e da Energia para uma reunião a realizar a 28 de Agosto, pelas 15 horas, no Centro de Artes de Sines, com as presenças confirmadas deste secretário de Estado, do secretário de Estado Adjunto do Trabalho e da Formação Profissional, o presidente da Câmara Municipal de Sines e a administração da EDP.

Poucas horas antes do início previsto da reunião, o SIESI foi informado do adiamento da reunião por motivos totalmente imprevistos, o que levou a colocar a necessidade do seu reagendamento urgente, para discussão de soluções que defendam os postos de trabalho no imediato.

 

Soluções com plano global

Assinalando que a realidade das duas centrais (Sines e Pego) tem muito em comum, o SIESI defende que, independentemente dos prazos apontados, as soluções alternativas devem obedecer a um plano global que, como é óbvio, deverá observar a especificidade de cada instalação e região.

O SIESI está a criar as condições para a realização de plenários nas duas instalações, procurando construir a unidade dos trabalhadores, necessária à defesa do emprego e dos direitos, salvaguardando igualmente o desenvolvimento económico e social de cada região.  

Algumas dificuldades a ultrapassar prendem-se com as condições impostas pelo quadro sanitário actual, mas que não pode sobrepor-se aos direitos e interesses dos trabalhadores. O SIESI espera que possa ser anunciada a sua concretização em breve.

 

Ver também
- Comunicado aos trabalhadores
- Sector energético abordado em reunião com o Governo (16.1.2020)
- Fechar centrais a carvão exige informação e precaução (1.11.2019)