20200407Petrogal arquivoO Governo não responde às dúvidas, suscitadas pela sua «transição energética» amarrada a Bruxelas, quanto ao futuro das refinarias no que toca ao direito ao emprego. A Fiequimetal e o Sicop vão insistir, mas o apelo agora é para a luta nacional no dia 26.
22.9.2020

 

A necessidade de mobilização dos trabalhadores para a Acção de Luta Nacional do próximo dia 26, sábado, promovida pela CGTP-IN, é salientada no final do comunicado que a federação está a distribuir nos locais de trabalho da Petrogal (Grupo Galp Energia).

A participação nas manifestações e concentrações é necessária, desde logo, porque entre os objectivos desta jornada está a defesa do emprego com direitos.

Por outro lado, no combate ao vírus, o Governo deixa cair a máscara e prepara-se para mais um pacote de ataques aos trabalhadores.

 

Futuro e emprego

A tão propalada «transição energética» defendida pelo Governo do PS, seguindo muito à risca as directivas da União Europeia, tem levantado muitas dúvidas quanto ao futuro.

Nesse sentido, a Fiequimetal e o Sicop solicitaram reuniões com os ministérios do Trabalho e da Economia, para analisar o tema «O futuro das refinarias e o direito ao emprego».

Estranhamente, o Governo decidiu endossar essa reunião para o Ministério do Ambiente, fugindo clara e objectivamente a discutir as questões centrais que preocupam todos os trabalhadores.

Ainda assim, a federação e o sindicato não descuram nenhuma hipótese de dar voz aos geradores de riqueza – os trabalhadores – e colocar as suas preocupações. Nessa perspectiva, a reunião concretizou-se no dia 16, com a participação do ministro do Ambiente e do secretário de Estado da Energia.

Como seria expectável, este Ministério mostrou-se incapaz de responder às questões colocadas. Nesse sentido, a Fiequimetal e o Sicop, na Reunião Sindical Nacional, realizada a 18 de Setembro, decidiram reiterar as solicitações de reuniões com os ministérios que verdadeiramente têm a responsabilidade de tutelar o emprego e a economia.

A Comissão Sindical Nacional reuniu-se e tomou as seguintes decisões:

• Solicitar reunião com a administração da empresa, com vista à integral aplicação do AE;
• Solicitar reunião à ASF, para exigir a aplicação do fundo de pensões e a alteração do contrato constitutivo, adequando-o às recentes alterações legislativas;
• Apelar à unidade e resistência dos trabalhadores, contra as políticas do medo que a administração quer instalar no seio da empresa;
• Continuar a fazer todas as diligências e iniciativas, para contestar e denunciar o esvaziamento que está a ser levado a cabo pela administração da empresa.


Ver também
- Comunicado aos trabalhadores da Petrogal