20200407Petrogal arquivoO Governo minoritário do PS, mais uma vez, de mãos dadas com a administração da Petrogal, pretende destruir milhares de postos de trabalho, afectar drasticamente a economia da região Norte e do País e pôr em causa a sustentabilidade de milhares de famílias, acusa a Fiequimetal, a propósito da decisão de encerrar a Refinaria do Porto. Um plenário está marcado para dia 30.
24.12.2020

 


Num comunicado aos trabalhadores, emitido ontem, a federação alerta que a decisão de encerramento da actividade de refinação na unidade de Matosinhos põe em causa cerca de 500 postos de trabalho directos e mais de 1000 referentes a trabalhadores das empresas de prestação de serviços (outsourcing), de muitas micro, médias e pequenas empresas que produzem bens e serviços para a Petrogal (algumas em regime de exclusividade). E também estão ameaçados muitos postos de trabalho na refinaria de Sines e na sede, em Lisboa.

Na obsessão de cumprir com distinção as orientações da União Europeia para a transição energética, o Governo não olha a meios e pretende, a qualquer custo, mostrar a Bruxelas que é o melhor aluno.

Depois da decisão de encerrar as centrais eléctricas de Sines e do Pego já em 2021 (que era previsível que viesse a ocorrer, sem esta pressa toda, até 2030), o Governo ignorou todos os alertas e preocupações que a Fiequimetal, o SITE Norte, o Sicop e a Comissão de Trabalhadores manifestaram e decidiu, uma vez mais, dar continuidade à destruição da economia local e nacional, do emprego e das condições condignas da vida de milhares de famílias.

Nas reuniões promovidas pelos representantes dos trabalhadores destaca-se a hipocrisia dos ministérios do Trabalho, do Ambiente e da Economia. Ao mesmo tempo que manifestavam cínica preocupação, congeminavam a desgraça com a administração da Petrogal.

Os trabalhadores, com o seu esforço empenhado, geraram só no último ano 577 milhões de euros que foram distribuídos aos accionistas. A recompensa não pode ser o desemprego!

 

Mantém-se a luta

Para além das reuniões com os ministérios, os representantes dos trabalhadores bateram a todas as portas e suscitaram reuniões com os grupos parlamentares (à excepção do CDS e PAN, que ainda não estiveram disponíveis, estando já agendada reunião com o PSD para 7 de Janeiro). Foram também realizadas reuniões com os municípios e com as entidades regionais.

Nos contactos realizados para repudiar e travar esta ofensiva à Refinaria do Porto, realizou-se no dia 23 uma reunião com João Ferreira, candidato às eleições presidenciais. Na próxima segunda-feira, realiza-se uma reunião com o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa.

Foram já solicitadas reuniões, com carácter de urgência, ao Primeiro-Ministro e à administração da Petrogal.

Um plenário geral de trabalhadores está convocado para dia 30, às 14h30, na cantina da Refinaria do Porto, com a participação de Isabel Camarinha, secretária-geral da CGTP-IN, e Rogério Silva, coordenador da Fiequimetal.

 

Ver também
- Comunicado aos trabalhadores (23.12.2020)
- Emprego com direitos gera dúvidas e luta na Petrogal (22.9.2020)
- Garantam emprego e direitos no fecho do Pego e Sines (1.9.2020)