20210322EDP-PortoNa reunião de ontem, para negociação da revisão salarial nas empresas do Grupo EDP, os representantes patronais acrescentaram uma, duas ou três décimas à vergonhosa proposta de aumentos zero, o que foi terminantemente recusado pela Fiequimetal e os seus sindicatos.
25.3.2021

 


A comissão negociadora sindical liderada pela federação exigiu à empresa uma proposta decente para negociar, reiterando que não aceita valores irrisórios e defendendo que todos os trabalhadores devem ter aumento salarial.

A administração veio propor mais 0,3 por cento (entre 3,00 e 3,70 euros mensais) para os níveis salariais mais baixos.

Nas BR (bases remuneratórias) 8 a 14 e Letras A2 a C, propôs mais 0,2 por cento (de 2,60 a 3,95 euros); nas BR 15 a 21 e Letras D a I, mais 0,1 por cento (entre 2,10 e 2,80 euros).

Para os níveis salariais mais elevados (acima da BR 22 e da Letra J), a administração mantém a recusa de actualização salarial.

 

Mesmo a gozar

A parte patronal não apresentou nesta reunião qualquer proposta de negociação sobre outras matérias, parecendo que quer recuar nesta abordagem.

Para a Fiequimetal, com esta posição a administração do Grupo EDP está a gozar com os seus trabalhadores.

A federação reafirma ser urgente que a administração apresente uma verdadeira valorização dos que diariamente mantêm o serviço da EDP e criam a mais-valia, que são os milhões de euros de lucros realizados e alegremente distribuídos aos accionistas e administradores.

Apela-se a que os trabalhadores estejam atentos e se unam na defesa dos seus direitos, prontos para lutar pelos seus salários.


Ver também
- Informação 8 (revisão salarial) aos trabalhadores das empresas do Grupo EDP (24.3.2021)
- Protestos na EDP em Lisboa, Coimbra e Porto (23.3.2021)