20210512palestina CGTPINA Fiequimetal, tal como a CGTP-IN, reafirma a sua solidariedade com o povo e os trabalhadores da Palestina e apela à participação nas iniciativas de solidariedade que, sob a palavra de ordem «Fim à agressão, fim à ocupação!», vão ter lugar na segunda-feira, 17 de Maio, pelas 18 horas, no Porto (Praça da Palestina) e em Lisboa (Praça Martim Moniz).
14.5.2021

 


A Fiequimetal, tal como a CGTP-IN, condena os actos de violência dos últimos dias contra o povo palestino, enquadrados pela decisão de vedar o acesso dos crentes à mesquita de Al-Aqsa e pela via aberta para a instalação de novos colonatos israelitas em Jerusalém Oriental.

Desde 1967 que Jerusalém Oriental está ocupada por Israel, desrespeitando o direito internacional. A anterior administração dos EUA agravou esta situação, ao reconhecer Jerusalém como capital do Estado de Israel, reconhecimento que se mantém com a actual presidência de Joseph Biden.

A instalação de novos colonatos em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia, com a limpeza étnica da população palestina e a apropriação ilegal das suas casas e do seu território, visa ocupar todo o território palestino e impedir o direito à constituição de um Estado palestino independente.

O impedimento do acesso dos crentes muçulmanos à mesquita de Al-Aqsa, num período religioso de extrema importância (o final do Ramadão), soma-se a outras acções de profanação dos símbolos católicos e muçulmanos em Jerusalém e às crescentes manifestações de grupos israelitas de extrema direita, que têm atacado residentes palestinos em Jerusalém, com a conivência do governo de Israel.

Ontem, dia 13, a faixa de Gaza foi bombardeada pelo exército israelita, provocando a morte de dezenas de palestinos. Estes ataques podem vir a intensificar-se nos próximos dias, numa zona já de si fragilizada pelo bloqueio israelita, que nega direitos fundamentais aos palestinos ali residentes.

20210512palestina cartazFace a esta dramática situação, a Fiequimetal, tal como a CGTP-IN, exige do Governo português que:

- assuma uma posição clara, condenando a agressão de Israel e a violação dos direitos fundamentais dos palestinos;

- exija o fim da violência e da limpeza étnica que Israel promove;

- no respeito pela Constituição da República Portuguesa e pelo Direito Internacional, reconheça o direito à autodeterminação do povo palestino, com a constituição do seu Estado nas fronteiras anteriores a 1967 e com capital em Jerusalém Oriental.

A Fiequimetal, tal como a CGTP-IN, reafirma a sua solidariedade com o povo e os trabalhadores da Palestina, assumindo o compromisso de reforçar o caudal de solidariedade e de luta por uma Palestina livre e independente.