A Direcção Nacional da Fiequimetal reuniu-se na Marinha Grande, para discutir a situação social e laboral nos sectores da indústria transformadora, energia e actividades do ambiente, e confirmou a intensificação da luta dos trabalhadores, nas empresas e locais de trabalho, por aumentos salariais, em defesa do emprego com direitos e pela melhoria das condições de vida e de trabalho.
26.3.2015
A DN da Fiequimetal aprovou uma resolução a saudar os trabalhadores, pelas vitórias alcançadas, e garantindo a todos aqueles que resistem e lutam pelas suas justas reivindicações que podem continuar a contar com o apoio dos sindicatos da CGTP-IN.
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Resolução da Direcção Nacional
Trabalhadores resistem e lutam pelas suas reivindicações
A Direcção da Fiequimetal, reunida na Marinha Grande para discutir a situação social e laboral nos sectores da indústria transformadora, energia e actividades do ambiente, confirmou a intensificação da luta dos trabalhadores, nas empresas e locais de trabalho, tendo à cabeça das suas reivindicações a conquista de aumentos salariais, a defesa do emprego com direitos e a melhoria das condições de vida e de trabalho.
A persistente ofensiva do Governo PSD/CDS e do patronato para reduzir os custos do trabalho, precarizar o emprego, aumentar os horários, implementar bancos de horas, impor trabalho extraordinário «à borla», liquidar a contratação colectiva e os direitos nela consagrados, tendo como principal objectivo aumentar os lucros e transferir a riqueza produzida para os grandes grupos económicos e financeiros, não só está na base da degradação das condições de vida e de trabalho, como é responsável pela desindustrialização do País, pela destruição de 240 mil postos de trabalho na indústria e pela liquidação de partes importantes do sector produtivo nacional
Os elevados lucros obtidos pelas grandes empresas não só confirmam a natureza exploradora desta política, como mostram que a invocação da crise não passa de mais um pretexto para tentarem condicionar a luta dos trabalhadores.
Os trabalhadores, que têm lutado e continuam a lutar contra estas políticas, reclamam justamente a revalorização imediata dos salários, profundamente degradados pelas políticas de austeridade impostas pelo Governo PSD/CDS, e defendem os seus direitos face às tentativas patronais para os fazer regredir.
É esta a razão das lutas que actualmente estão a decorrer na Efacec, onde há várias semanas os trabalhadores recorrem à greve em defesa das suas justas reivindicações; na Valorsul, Amarsul e outras empresas da área dos resíduos, pelos direitos e contra a privatização; na Lisnave, Lisnave Yards, Jado Iberia, Renault Cacia, Dyrup; e outras, que estão em luta nas próximas semanas, pelo emprego, pelos salários e pelos direitos.
A luta dá resultado
Através da luta desenvolvida, milhares de trabalhadores alcançaram importantes vitórias.
Na Petrogal, foi reposta a legalidade, com o pagamento da remuneração indevidamente descontada aos trabalhadores que participaram na grande greve de 2010. Depois de ter sido derrotada em todas as instância do foro judicial, a empresa foi obrigada a devolver o que tinha sido ilegalmente descontado.
Na EDP e na REN, após vários meses de negociações, foram alcançados importantes acordos colectivos de trabalho, com a salvaguarda dos direitos dos trabalhadores e o alargamento do âmbito a todos os trabalhadores dos respectivos grupos.
Na Portucel, foi alcançado um importante acordo, que permitiu incluir no salário-base um conjunto de subsídios e outras rubricas, a par da actualização dos salários e da sua aplicação a outras empresas do grupo. Na Soporcel, os trabalhadores alcançaram aumentos salariais e outras reivindicações, em resultado do processo de luta que se traduziu em vários dias de greve no último ano.
Milhares de trabalhadores viram reposto o valor do pagamento do trabalho extraordinário, nos valores estabelecidos pela contratação colectiva e/ou praticados nas empresas até Julho de 2012, depois de um ano e meio de luta, utilizando o pré-aviso de greve emitido pela federação.
Centenas de trabalhadores com contrato precário passaram ao quadro efectivo das empresas, uns reintegrados por decisão judicial, na sequência de processos interpostos pelos sindicatos, e muitos outros por força da acção reivindicativa e da luta solidária dos demais trabalhadores.
Milhares de trabalhadores já alcançaram aumentos salariais, na sequência da apresentação de cadernos reivindicativos e da acção colectiva nos locais de trabalho.
Na Soporcel, 400 trabalhadores sindicalizaram-se no último ano, para defenderem os seus direitos ameaçados. Na INCM, foram 115 trabalhadores a reforçar o sindicato. No total, mais de 4000 sindicalizaram-se nos sindicatos da Fiequimetal.
Assim se comprova que quem luta sempre alcança.
A Direcção Nacional da Fiequimetal saúda os trabalhadores, pelas vitórias alcançadas, e a todos aqueles que resistem e lutam pelas suas justas reivindicações garante que podem continuar a contar com o apoio dos sindicatos da CGTP-IN.
Marinha Grande, 24 de Março de 2015
A Direcção Nacional da Fiequimetal/CGTP-IN


