Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas - CGTP-IN

20230412EDP sedeA luta por melhores condições de vida e de trabalho teve um ponto alto no dia da assembleia de accionistas da EDP. Com greve e uma concentração junto da sede, em Lisboa, ficou patente a indignação que suscita a posição que a administração tem demonstrado no que respeita à valorização de quem trabalha.
16.4.2023


No dia 12 convergiram, numa jornada de luta, trabalhadores das empresas do Grupo EDP e trabalhadores das lojas e centros de contacto da EDP, contratados através de empresas «prestadoras de serviços». Organizados nos sindicatos da Fiequimetal (SIESI, SITE Norte, SITE Centro-Norte e SITE CSRA), reafirmaram que vão continuar a percorrer um caminho comum, pelos direitos e interesses que são de todos.
Numa saudação, emitida dia 14 pela Comissão Intersindical da Fiequimetal na EDP, a administração é acusada de ficar desconfortável, quando os trabalhadores luta, como se provou pelas intromissões ocorridas em alguns locais de trabalho.
Durante a concentração, de manhã, na Avenida 24 de Julho, foram aprovadas duas resoluções.

 

Reivindicações reafirmadas

Os trabalhadores das empresas do Grupo EDP reafirmaram as reivindicações colocadas à administração: um aumento real dos salários, que faça frente ao aumento do custo de vida; valorização das carreiras profissionais e redução do tempo de progressão; uma negociação séria e rápida das várias matérias do ACT, entre elas, o benefício em energia e a antiguidade; cumprimento do ACT no acesso à reforma e pré-reforma, e alargamento deste direito a todos os trabalhadores do Grupo EDP; fim da precariedade.

Da administração, foi exigido o compromisso de acelerar as negociações das matérias pendentes, que foram requeridas pelos sindicatos da Fiequimetal. Além disso, o processo de avaliação deve ser claro e transparente, acabando com quotas ou curvas delimitadoras que apenas servem para falsear a avaliação e impedir a progressão dos trabalhadores.

Por fim, na resolução afirma-se que os trabalhadores das empresas do Grupo EDP estão solidários com a luta dos trabalhadores das empresas «prestadoras de serviços».

 

Responsável pela precariedade

A administração da EDP é responsável pelos milhares de trabalhadores com vínculos precários que atendem clientes nas suas lojas, nos centros de contacto e outros serviços, como o Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia (Fundação EDP).

Na resolução dos trabalhadores contratados através de «prestadores de serviços» - que chegaram à sede da EDP em manifestação, vindos desde o Cais do Sodré - considera-se uma vergonha nacional que a EDP, declarando-se cinicamente como um exemplo de responsabilidade social, esteja no top nacional daquelas empresas em que a exploração de quem trabalha é assumida como uma área de negócio.

Os representantes dos trabalhadores ficaram mandatados para apresentarem uma proposta, de aplicação imediata, estabelecendo patamares mínimos para as principais rubricas remuneratórias (salário-base, subsídio de refeição e outras), por forma a permitir uma equidade entre todos os trabalhadores envolvidos.

Nos termos da proposta, a formalizar amanhã, dia 18, a administração terá de colocar aos «prestadores de serviços» a necessidade de assumirem os compromissos necessários para esse efeito, até ao dia 2 de Maio.

 

Ver também

Saudação da Comissão Intersindical da EDP
Resolução dos trabalhadores das empresas do Grupo EDP
Resolução dos trabalhadores das empresas «prestadoras de serviços»

Excertos de intervenções
Rogério Silva, coordenador da Fiequimetal
Joaquim Gervásio, do Secretariado da DN da Fiequimetal
Anabela Silva, dirigente do SIESI
Rita Costa, dirigente do SITE Norte

Luta nas lojas e call centers levada aos accionistas da EDP (10.4.2023)
Accionistas da EDP vão receber mensagem de luta (2.4.2023)

 

 

 

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