20190710MahleOs trabalhadores da fábrica da multinacional alemã Mahle, em Murtede (Cantanhede), mostraram com forte adesão à greve de dia 10 que estão determinados na luta para conseguir que a empresa remunere devidamente o trabalho por turnos.
15.7.2019


Organizados no SITE Centro-Norte, os trabalhadores fizeram pela primeira vez greve no dia 10 de Julho, por 24 horas, e um grupo deslocou-se à manifestação nacional a Lisboa, enquanto a maior parte do pessoal permaneceu concentrada no exterior da fábrica.

A Mahle, ali instalada há 25 anos, labora em regime de turnos rotativos mensais, mas paga um «subsídio de trabalho nocturno», que representa acréscimos de 4% no turno da manhã, 10% no turno da tarde e 28% no turno da noite.

A reivindicação de pagamento do subsídio de turno, no valor de 25% da remuneração-base, como previsto no contrato colectivo de trabalho, está colocada há cerca de três anos, mas as negociações com a empresa não têm avançado.

Depois desta greve e com processos a decorrer em tribunal, a empresa deveria alterar a sua posição. Em breve vai ser analisada a situação e serão tomadas pelos trabalhadores as adequadas decisões.

 

Fotos da concentração frente à Mahle

 

Ver também
- Funcionários da Mahle, em Murtede, reivindicam 25% de subsídio de turno (Bairrada Informação, 12.7.2019)
- Cantanhede: trabalhadores da Mahle Portugal em greve exigem subsídio de turno (TVI, 10.7.2019)
- Trabalhadores da Mahle de Cantanhede em greve (SIC, 10.7.2019)