20190923FiekInforma eleicoesNo boletim «Fiequimetal Informa», que nos próximos dias vai estar em distribuição a nível nacional, através dos sindicatos filiados, a federação salienta que o voto dos trabalhadores faz parte da luta pelos seus interesses e direitos e conta para decidir o rumo do País. Nas eleições legislativas deve-se «votar bem para dar mais força à luta».
23.9.2019

 

- Visualizar boletim online
- Obter ficheiro pdf

 

 

 

/20190923FiekInforma-eleicoes

Não votes pelas sondagens! Mais do que seguir a onda dos palpites, importa reforçar aqueles que sempre estiveram ao lado dos trabalhadores nos bons e nos maus momentos.

Não vás em maiorias absolutas! Todas as maiorias absolutas prejudicaram os trabalhadores e beneficiaram ainda mais o patronato.

Não alinhes na disputa de «candidatos a primeiro-ministro»! No dia 6 de Outubro vamos eleger 230 deputados para a Assembleia da República.

Vota em consciência e analisa as consequências! Apenas elegendo mais deputados das forças que sempre defenderam os trabalhadores e estiveram ao seu lado será possível avançar e resolver os problemas estruturais do País!


  Lutamos e votamos por melhores salários!  

O aumento geral dos salários é fundamental para que os trabalhadores tenham a qualidade de vida a que têm direito.

As exportações e os lucros não param de crescer nos sectores automóvel, do material eléctrico e electrónico, da metalurgia, da química, da farmacêutica, das minas, do papel e indústria gráfica. Mas o crescimento dos salários não acompanha os resultados das empresas.

Reivindicamos 850 euros, no mínimo, para os salários de admissão nos sectores abrangidos pelos sindicatos da Fiequimetal. Exigimos um aumento salarial mínimo de 90 euros para 2020.

O crescimento do salário, como já se comprovou, significa aumento do poder de compra dos trabalhadores, dinamização do consumo interno, diminuição das importações, criação de emprego, aumento das receitas da Segurança Social e um contributo importante para o crescimento económico do País.


  A luta tem de ir até ao boletim de voto e não vai parar!  

Na legislatura que agora termina, a luta dos trabalhadores foi determinante para concretizar avanços laborais, sociais e políticos. Assim vai continuar a ser!

A nossa luta enfrentou o governo PSD/CDS, reduziu-lhe a base de apoio, contribuiu para que fosse derrotado nas eleições de 2015 e assim interrompeu a brutal intensificação da política de direita, ocorrida nos anos da troika.

A nossa luta e a nova correlação de forças na Assembleia da República tornaram possíveis medidas novas. O Governo minoritário do PS foi obrigado a ceder a reivindicações dos trabalhadores e do povo.

 

A luta deu resultados!

Com a luta dos trabalhadores e as novas condições no Parlamento, foram conseguidos alguns avanços valiosos, tais como: aumento do salário mínimo nacional, reposição dos 4 feriados roubados, fim da sobretaxa do IRS e redução dos impostos sobre os rendimentos do trabalho (IRS), aumento e alargamento do abono de família, redução das taxas moderadoras na Saúde, eliminação do corte de 10% no subsídio de desemprego, aumento extraordinário das pensões de reforma, gratuitidade dos manuais escolares até ao 12.º ano, redução significativa do preço dos passes sociais.

 

O Governo do PS recusou ir mais longe

• Manteve a política laboral dos governos anteriores e convergiu com o PSD e o CDS para, com o apoio dos patrões e da UGT, chumbar todas as propostas para revogar as normas gravosas da legislação laboral, acabando por aprovar alterações muito prejudiciais para os trabalhadores;
• Não avançou no combate à precariedade, ficando-se por intenções e anúncios sem resultado expressivo;
• Foi cúmplice do patronato no alongamento e na desregulação dos horários de trabalho e recusou as nossas propostas sobre trabalho nocturno e por turnos;
• Não promoveu a valorização das profissões e das carreiras profissionais.

As opções do PS e do seu Governo, no que é estrutural, são:
• de convergência com os patrões e as empresas, com o PSD e o CDS, com o grande capital;
• de recusa da renegociação de uma dívida que é insustentável e limita o desenvolvimento do País;
• de ajudas sem hesitações à banca e aos banqueiros, para quem nunca faltam milhares de milhões de euros.

Estas opções merecem a nossa resistência e o nosso combate, no dia-a-dia e no dia de votar.


  Mais força à alternativa! 

Para a Fiequimetal, uma política alternativa, de esquerda e soberana, deve ter como objectivos centrais avançar nos direitos e valorizar os trabalhadores, por um Portugal com futuro.

A sua concretização exige a ruptura com o modelo de baixos salários e medidas determinadas para uma justa distribuição da riqueza, para a valorização dos trabalhadores e a garantia dos seus direitos; exige uma política de progresso e justiça social, com garantia das funções sociais do Estado e desenvolvimento dos serviços públicos.

No dia 6 de Outubro vamos votar para dar força a esta alternativa e para dar força à luta que vai continuar!

 


20190923FiekInforma eleicoes

- Visualizar boletim online
- Obter ficheiro pdf