20181015Leslie EDPNuma postura deplorável, a EDP veio a público reconhecer que não está preparada para enfrentar este tipo de emergências e que poderá ter de pedir ajuda internacional, assinala a Fiequimetal, concluindo que a tempestada veio demonstrar as fragilidades do sector eléctrico nacional.
15.10.2018


Numa nota à comunicação social, a federação refere que, apesar do esforço hercúleo dos trabalhadores, tanto os da EDP como os dos prestadores de serviços, hoje ainda havia mais de 100 mil consumidores sem fornecimento de energia eléctrica.

Para a Fiequimetal, esta situação é, sem sombra de dúvida, resultado directo do desinvestimento a que temos assistido ao longo dos anos, fruto da sede de lucros dos accionistas, que preferem aumentar dividendos em vez de investir em reservas estratégicas para fazer frente a eventualidades como esta.

Este é o resultado da privatização de um sector que é estratégico, tanto para a economia nacional como para garantir o direito dos cidadãos ao acesso à energia.

Num cenário em que muitos asseguram que este tipo de fenómenos se tornará cada vez mais frequente, levanta-se uma interrogação pertinente: O que podem os consumidores esperar de empresas privadas em áreas como esta, a não ser o aumento das tarifas e um serviço cada vez pior?

É tempo de o Estado recuperar o controlo destes sectores, a bem da economia nacional e das populações.

Ver também:
- Nota à comunicação social, com contacto para declarações