20190402ContubosA Contubos tem pago os salários aos seus trabalhadores com sucessivos atrasos e não pagou Fevereiro e Março aos dois delegados do SITE CSRA. Priva o seu pessoal de trabalho, alicia para rescisões e privilegia uma empresa paralela, acusa o sindicato.
6.4.2019

 

Na empresa de instalação de estruturas tubulares desmontáveis, com sede em Loures, decorreu esta semana um plenário onde os problemas foram debatidos.

Ao sindicato, que tem vindo a acompanhar este caso, os trabalhadores afirmaram que estão a ser alvo de uma administração fraudulenta. Em vários meses têm recebido os salários com atraso, mas nada disso sucede com outros trabalhadores, que foram chamados para realizar serviços paralelos, através de uma empresa gerida pelo mesmo director que está à frente da Contubos.

No plenário foi confirmado que os delegados sindicais continuam com os salários de Fevereiro e Março por receber.

Foi apresentada queixa à Autoridade para as Condições do Trabalho, sobre esta situação. A ACT já fez um acto inspectivo, mas os trabalhadores continuam numa situação de total instabilidade, perante a postura vergonhosa da empresa.

Os trabalhadores afirmam que a Contubos, mesmo recebendo 50 por cento do valor das obras que são adjudicadas, não avança com os serviços, mantendo os trabalhadores limitados ao estaleiro e privando-os do trabalho que está contratado.

Foi isto que aconteceu com os dois delegados sindicais: não saem do estaleiro há alguns dias porque não lhes é dado trabalho.

Ao SITE CSRA os trabalhadores garantiram que a empresa recorre a trabalhadores ilegais para fazerem o trabalho dos que estão envolvidos neste processo.

Mas revelaram ainda que a Contubos tem vindo a chamar os trabalhadores do quadro, um a um, alguns com 20 e 30 anos de casa, para os aliciar a aceitarem rescisão por mútuo acordo.

Os trabalhadores e o sindicato, mediante isto, interrogam: se há dinheiro para pagar o «mútuo acordo», como é que não há dinheiro para pagar salários?