edprevsalarial2020Pelos valores irrisórios que continua a apresentar nas negociações da revisão salarial anual, a administração da EDP comprova que o discurso polido sobre a «excelência» não condiz com o dia-a-dia. Vamos dar mais força à reivindicação, como afirmámos nos «Encontros 2020».
7.2.2020

 

Dirigentes da Fiequimetal, dos sindicatos (SIESI, SITE CSRA, SITE Norte e SITE Sul) e da Comissão Intersindical da EDP marcaram presença, nos dias 5 e 6, na Altice Arena, à entrada para o mega-evento anual de comunicação interna.

No dia 4, na terceira reunião com os representantes dos trabalhadores, a administração colocou uma proposta de 0,3% para as letras K e acima, de 0,4% para as letras de A1 a J e para as BR da 3 à 22, e de 0,5% para as BR 1 e 2. Isto representa uma actualização insignificante, entre 4 e 12 euros, o que é manifestamente insuficiente e até vergonhoso, considerando os lucros que a EDP tem acumulado ao longo dos anos.

Não havia necessidade, mas a administração acabou por, desta forma, dar ainda mais razão à mensagem sindical nos «Encontros»: a imagem virtual de uma empresa de excelência visa anestesiar os que sofrem no dia-a-dia as exigências, injustiças e discriminações, mas a resposta dos trabalhadores é dar mais força à reivindicação:

• Aumento de salário de 90 euros para todos;

• Valor mínimo do subsídio de disponibilidade indexado à BR 17, ou seja, 2,74 euros por hora;

• Fim das discriminações entre trabalhadores “Flex” e “não Flex”;

• Valorização das carreiras profissionais;

• Reenquadramento dos trabalhadores que desempenham funções de nível superior;

• Fim da precariedade laboral através do recurso a «prestadores de serviços».

 


Ver também
- «Estamos desencontrados!» (folheto distribuído à entrada para os «Encontros EDP 2020»
- Informação N.º 4, sobre a reunião de 4.02.2020
- Informação N.º 3, sobre a reunião de 29.01.2020
- Informação N.º 2, sobre a reunião de 22.01.2020
- Informação N.º 1, com proposta de tabela salarial para 2020