20200424Petrogal SinesNo dia em que os accionistas aprovam receber o resto dos 577 milhões de euros de dividendos de 2019, uma delegação de representantes dos trabalhadores realizou um protesto simbólico na refinaria de Sines, onde foram despedidos 80 trabalhadores. A Fiequimetal exige a intervenção do Governo.
24.4.2020


Numa nota à comunicação social, a Fiequimetal refere algumas prioridades que devem ser colocadas, perante a redução de produção de combustíveis nas refinarias de Sines e do Porto.

Os ganhos decorrentes da aquisição de crude a preços muito baixos deverão ser utilizados para alavancar a recuperação económica do País, defende a federação. Por outro lado, o Governo deverá estabelecer um preço máximo para os combustíveis, de forma a garantir que aqueles ganhos beneficiam os trabalhadores, as empresas e o desenvolvimento nacional.

Já a distribuição de dividendos, hoje concretizada em assembleia geral de accionistas do Grupo Galp Energia, representa a retirada de centenas de milhões de euros do País e significa que não há forma de assegurar que esse valor seja investido em Portugal ou que não sirva para alimentar somente a especulação financeira.

A Fiequimetal exige a intervenção imediata do Governo, para assegurar todas as medidas que garantam a rápida retoma económica.

Quanto à situação na refinaria de Sines, é exigido que o Governo aja de imediato para reverter todos os despedimentos já ocorridos e para garantir o acompanhamento preventivo da situação laboral na refinaria de Sines, com o objectivo de impedir desde já novos abusos.

Hoje de manhã, à entrada do 1.º turno, uma delegação de representantes dos trabalhadores esteve junto à portaria desta refinaria.

Exactamente no dia em que são distribuídos dividendos milionários aos accionistas, os representantes dos trabalhadores reclamaram a defesa do emprego. Em Sines, no início de Março, 80 trabalhadores das empresas empreiteiras a laborar na Petrogal foram despedidos, entre os quais dois representantes dos trabalhadores.


Celebrar o 25 de Abril

Para além desta acção de protesto, a delegação sindical divulgou aos trabalhadores o apelo da CGTP-IN para as comemorações do 25 de Abril, no sentido de que, nas janelas e varandas de todo o País, amanhã às 15h00 se cante a «Grândola, Vila Morena» e o Hino Nacional.

 

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Ver também

- Nota sobre a situação na Petrogal (Galp Energia)

- Nota sobre o protesto na refinaria de Sines