edprevsalarial2020Ao fim de 14 reuniões de negociação da tabela salarial para 2020, com um interregno de seis semanas a pretexto da pandemia, a administração da EDP teve as reuniões bilaterais que quis, mas continua a não apresentar novas propostas. Está lançado um abaixo-assinado.
21.5.2020

 


Se podem ser distribuídos, pelo segundo ano consecutivo, dividendos de mais de 690 milhões de euros, superiores aos lucros anuais, também tem de ser possível aumentar condignamente os trabalhadores, afirma-se na informação sindical emitida ontem, após a reunião com a administração.

As propostas patronais não representam sequer o valor de um café por dia.

A Fiequimetal mantém a proposta de aumento salarial de 80 euros, justa e equilibrada.

 

Abaixo-assinado online

A Fiequimetal e os sindicatos decidiram lançar, ainda ontem, um abaixo-assinado para que os trabalhadores das empresas do Grupo EDP em Portugal manifestem a sua insatisfação e indignação, pela forma como a administração tem gerido o processo de negociação dos aumentos salariais para 2020, e exijam uma postura que possibilite um acordo no imediato.

O objectivo é reunir rapidamente um número significativo de assinaturas, para remeter o abaixo-assinado ao Conselho de Administração Executivo (CAE) do Grupo EDP.

Devido às restrições impostas pela situação sanitária, as assinaturas são recolhidas apenas na Internet, no endereço: https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT100076


Ver também
- Informação N.º 15, sobre a reunião de 20.5.2020
- EDP a fugir de negociar decidiu reuniões bilaterais (15.5.2020)


Abaixo-assinado
POR UM AUMENTO DIGNO DOS SALÁRIOS!

Os trabalhadores abaixo assinados manifestam, por esta forma, a sua insatisfação e indignação pela forma como a administração da EDP tem gerido o processo de negociação dos aumentos salariais para 2020 e exigir uma postura que possibilite um acordo no imediato.

Para além da demora da administração em apresentar propostas e da interrupção das negociações por cerca de mês e meio, desnecessária, considerando que existiam meios de comunicação disponíveis (videoconferência), os valores apresentados são por tal forma baixos são uma afronta para a grande maioria dos trabalhadores e tornam-se inaceitáveis pelos mesmos. Aliás, os meios de comunicação não tiveram nenhuma influência na distribuição de mais de 690 milhões de euros aos acionistas na data prevista e em valor superior aos lucros obtidos, confirmando o que acima se refere.

Grave é a dimensão da mais completa incoerência entre as afirmações, publicas e pelos meios internos, da administração sobre o desempenho dos trabalhadores como o mais excecional sempre, e a prática de pretender aplicar aumentos de salário irrisórios que não chegam, em alguns casos, para pagar um café por dia. Apenas uma nota curiosa, calculando a média do valor mensal recebido por António Mexia (PCAE), daria para pagar o aumento a 15.000 trabalhadores em cada mês.

Neste contexto, fica clara a necessidade que temos de que a administração apresente, no imediato, valores que permitam um acordo que permita a valorização real dos salários e dos trabalhadores.


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