20200609Papel Cartao arquivoDepois de ter respondido à proposta sindical para 2020, a Associação Nacional dos Industriais de Papel e Cartão vem agora dizer que só negoceia a actualização dos salários para vigorar em 2021. A luta dos trabalhadores vai ser a resposta.
9.6.2020

 

A ANIPC recusa-se a negociar qualquer actualização da tabela salarial do contrato colectivo de trabalho para o ano 2020, não aplicando sequer a proposta de mais 35 euros para todos, que tinha apresentado, para negociação, a 2 de Março.

A associação patronal desculpa-se com a actual situação pandémica, mas tal argumento é de todo inaceitável.

Num comunicado aos trabalhadores, a Fiequimetal e os seus sindicatos no sector (SITE Norte, SITE Centro-Norte, SITE CSRA e SITE Sul) salientam que as empresas do papel e cartão não interromperam a sua actividade, em momento algum, tendo inclusivamente aumentado a procura dos produtos de muitas delas, como é o caso do papel tissue.

 

Lutar porque é justo

Aumentar salários é justo e necessário, realça-se no comunicado.

A federação e os sindicatos não aceitam que sejam os trabalhadores, mais uma vez, os principais prejudicados.

Ao contrário do pretendido pela associação patronal, é necessário valorizar os salários, para não enfraquecer mais o já deficiente poder de compra dos trabalhadores. Por outro lado, aumentar os salários contribui para a recuperação da economia.

Para alterar a decisão da ANIPC, não resta alternativa que não seja a luta nos locais de trabalho, pelo aumento dos salários, mas também pelos direitos e por condições de saúde e segurança no trabalho.

Como primeira decisão, o secretariado da Fiequimetal já solicitou a intervenção da Direcção-Geral de Emprego e Relações do Trabalho (DGERT), mas este é um passo que não dispensa a luta dos trabalhadores.

 

Ver também
- Comunicado aos trabalhadores do sector do papel e cartão