20190107ThyssenKruppElevadores-arquivoEm 2019, com efeito a Janeiro, os salários-base de valor até 905 euros aumentam 60 euros. O salário-base mínimo dos novos contratados será de 800 euros. A Comissão Intersindical na Thyssenkrupp Elevadores valoriza o resultado e salienta a importância da forte participação dos trabalhadores nas lutas dos últimos anos.
28.6.2019

 

O acordo salarial foi assinado no dia 25, para ser aplicado entre 2019 e 2022. Antes, foi aprovado pela grande maioria dos trabalhadores, nos vários plenários realizados pelos sindicatos a nível nacional.

É garantido um aumento mínimo de 20 euros, para todos, durante estes quatro anos, e os salários abaixo de 905 euros (inclusive) têm agora um aumento de 60 euros, para recuperarem poder de compra.
O acordo prevê também a subida dos valores do subsídio de alimentação (de 8,42€ até 9,25€) e das diuturnidades (de 30,53€ até 32,50€).

Para os técnicos de manutenção e reparação é criado um subsídio de função, que tem em conta as condições de salubridade e risco, cujo valor subirá de 10,00€ até 25,00€.

Para os trabalhadores nos Açores e na Madeira, é criado um subsídio de insularidade, no valor inicial de 0,50 por cento do salário-base, subindo depois até 2 por cento.

Aos novos contratados será garantido um ordenado mínimo de 800 euros, o qual, a cada 12 meses, terá um aumento de 50,00 euros, nestes quatro anos.

Em Janeiro de 2022, ficará garantido um ordenado-base mínimo de 1100 euros, aos trabalhadores contratados antes de 2009, e de mil euros aos contratados em 2010 e depois.

A direcção Europa-África da multinacional alemã exigiu uma cláusula de salvaguarda, em caso de acentuada queda dos lucros (menos 20 por cento do EBIT de 2018). Mas os sindicatos consideram que esta eventualidade é muito pouco provável.

 

Mudança após dez anos

As inúmeras iniciativas sindicais realizadas nos últimos anos tiveram como objectivo reduzir as diferenças salariais entre categorias salariais iguais, fruto de uma política salarial desregulada nos últimos dez anos, período durante o qual não houve acordo salarial.

O presente acordo, apesar de não resolver todos os problemas das matérias salariais, é um passo decisivo na melhoria da tabela salarial. No futuro deverá ser dada atenção às carreiras e a uma justa compensação das antiguidades.

Para este resultado foi determinante a participação dos trabalhadores nos plenários, o aumento da sindicalização, a eleição de delegados sindicais, as várias reuniões de negociação e todas as lutas realizadas, quer à porta da sede e das delegações da empresa, quer na embaixada da Alemanha, quer ainda nas ruas. Confirma-se que a luta é o caminho!

A Comissão Intersindical acompanhará todo o processo para que o acordo seja devidamente aplicado, inclusive na avaliação da correcta atribuição das diuturnidades e progressões nas categorias profissionais.

A Thyssenkrupp Elevadores Portugal tem mais de 420 trabalhadores, que prestam assistência técnica a elevadores, escadas rolantes, portões e portas automáticas, em Portugal continental e nas regiões autónomas.

A Fiequimetal e os sindicatos entendem que as conquistas agora obtidas nesta empresa também são necessárias e justas noutras empresas, nomeadamente nas restantes multinacionais do subsector dos elevadores. Com trabalho, organização, unidade e mobilização dos trabalhadores, isso será possível.


Ver também
- Comunicado da Comissão Intersindical